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o início

No ano de 2006, nasceu a Cerrado Carnes, com o objetivo de produzir uma proteína animal diferenciada, e que principalmente incentivasse a criação comercial de animais silvestres brasileiros.

E por que animais da nossa fauna?

No mundo inteiro os animais silvestres têm sido utilizados na alimentação humana, obtidos ou por meio da caça ou de criação. A partir do momento em que é atribuído um valor monetário a uma espécie silvestre, esta passa a ser beneficiada com esforços de conservação. Ou seja, a conservação de uma espécie é consequência imediata de sua valoração aliada ao uso racional. Cateto, queixada e capivara são exemplos de espécies da fauna brasileira que estão em nosso território há milhares de anos, adaptando-se aos desafios que cada região impõe. Além disso, são animais com hábitos gregários - vivem em grupos ou famílias - o que os torna aptos a um sistema de criação comercial.

Gonzalo Barquero

Desafios...

Encontramos desafios em toda a cadeia de consumo: do produtor ao consumidor, passando pelos chefs de cozinha. Diferentemente da maioria dos países onde a caça é permitida, no Brasil esta prática é proibida por lei desde 1967, o que dificultou a difusão do consumo destas carnes. Em praticamente todo o mundo, o uso culinário deste tipo de produto é muito comum. Na Europa, o consumo desses produtos é relacionado historicamente à alta nobreza muito em virtude da ligação que a mesma tinha com a cultura da caça. Já no Brasil essa relação não acontece, pois, para muitos consumidores, cateto e queixada são “comida de índio”. Certamente esses animais estão presentes na dieta dos povos indígenas, e quem se não eles, para saber o que de melhor essas matas podem oferecer? Ao contrário do que alguns imaginam, as carnes consideradas de caça são elegantes, e, quando bem preparadas, proporcionam uma experiência inesquecível ao paladar.

No inicio, tivemos que recuperar a confiança dos criadores, e incentivá-los a produzir mais e melhor. O produtor mantinha a criação movido apenas por sua paixão pelos animais. Mostramos, então, que o país estava vivendo um momento de valorização dos ingredientes nacionais e que a participação deles (pequenos produtores) era imprescindível para esse movimento e expansão do consumo de carne. O próximo desafio encontrava-se no fornecimento regular dos produtos que, em alguns casos, eram sazonais. Já contando com a compreensão e paciência dos melhores chefs de cozinha do país, trabalhamos no sentido de buscar novos produtores, resgatando aqueles que já haviam se desinteressado pela produção de animais silvestres. Atualmente, nossos criadores estão largamente distribuídos nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sustentável, Saboroso e Saudável.

Nos últimos anos, o termo “sustentabilidade” ou “sustentável” tem sido muito usado. Apesar de estarmos longe de uma atividade 100% sustentável, quando analisamos uma criação de animais silvestres, concluímos que ela, por si só, já apresenta características essenciais de uma atividade sustentável. Uma dessas características é o sistema utilizado na criação desses animais, o Silvipastoril, que utiliza fragmentos de mata nativa consorciado com pasto. Esse tipo de sistema agrega qualidade ao produto final e ainda resguarda a mata, evitando possíveis desmatamentos. É um sistema que já se mostrou, em diversos estudos, ser produtivo e sustentável. Outra vantagem do sistema silvipastoril é que nele os animais silvestres mantém seu estado selvagem e, assim, podem, a qualquer momento, ser requisitados pelas autoridades responsáveis para participarem de programas de conservação. Ou seja, esses animais cativos estarão aptos a preencherem seus nichos no habitat, caso haja a necessidade de se reintroduzir na natureza um grupo de queixadas, catetos, ou mesmo pacas, por exemplo. Outra característica sustentável importante reside na dieta desses animais, que são alimentados com insumos produzidos na própria fazenda. Incentivamos uma dieta natural, principalmente porque o resultado é perceptível no sabor da carne. Muitos de nós sabemos a diferença de sabor entre o frango de granja comprado no supermercado e a galinha caipira criada solta. Da mesma forma, as carnes de caças criadas soltas são de sabor muito superior às criadas em confinamento. O resultado de todo esse cuidado é um produto, além de saboroso e sustentável, muito saudável. A carne apresenta alto teor proteico e baixos níveis de gordura.

Nossas carnes, portanto, possuem dois principais diferenciais:

* Criação em espaços amplos: os animais movimentam-se muito mais do que os de criação convencional, resultando em uma carne mais magra, leve e saudável.

* Alimentação variada e natural: dieta à base de frutas, verduras, legumes e tubérculos, enriquecendo o sabor da carne e ressaltando suas características.